(...) “Ela quer mesmo é superar, suportar. Odeia ser a menina frágil que os outros sentem pena. Ela quer sorri e se sentir leve, quer ter a chance de mostrar o que ela é. Ela vivia chorando pelos cantos, vivia remoendo, e agora ela mudou. Não culpa mais os outros pela sua falta de felicidade, não vê as coisas como o fim do mundo e sabe de uma coisa? Agora sim ela pode ver que aquela dor toda a fez aprender muitas coisas. Uma delas foi que ela deveria ser forte sempre, mesmo com todos os problemas, pois não há coisa melhor do que mostrar para os seus inimigos que nada faz com que você caia. Foi com a dor que aquela pequena viu o que a fazia bem, foi nos piores momentos que ela amadureceu e conseguiu dar um fim, eliminar de vez aquilo que a fazia mal da sua vida. Aquela fase meio tremula, cheia de magoas fez bem, doeu muito, mas depois de tudo, a fez crescer. E nada a deixava mais feliz do que saber que depois de tudo aquilo ela agora conseguia dar um sorriso verdadeiro.”